FOLHEANDO...



"A Casa Nossa de Cada Dia"

Paulo Louzeiro

(ISBN - 978-989-97946-0-3)




Habitar uma casa não é
simplesmente ocupá-la






Não escolhemos a nossa roupa para que outros a vistam… Cada um tem a sua entidade própria, que não se compadece com modas nem com simples golpes de cosmética. A casa também deve ser idealizada/decorada “por medida”, e pensada naturalmente para o bem-estar de quem a habita. Devemos senti-la quando estamos no seu interior, e não apenas ocupá-la por mera habituação. Habitar é mais do que fazer da residência um simples abrigo para pernoitar ou “queimar” tempos livres…

A necessidade, muitas vezes sentida, de preparar o interior da casa com objetivos de afirmação perante quem a visita, pode levar à “impessoalização” de um espaço que se pretende bem identificado com a personalidade dos seus habitantes. É até frequente a “submissão” patética a configurações estéticas pelas quais não se sente nenhuma aproximação, só porque o mercado as apresenta como “mais modernas”…

A nossa casa é para estar ao nosso serviço... Não ao serviço do mercado ou do que os outros pensam.

Na verdade, habitar e decorar prende-se com a capacidade humana de enriquecer a sua existência com a materialização aplicada das suas emoções, dos seus afetos e dos seus estados de espírito, bem como concentrar a sua independência vivencial no seio de uma sociedade.

Recorrendo a formas simples ou complexas, e utilizando agentes fundamentais à própria vida (como a cor e a luz, por exemplo…), vão-se explorando formas e materiais capazes de conferir novas dimensões em velhos espaços, bem como converter em enérgicos movimentos situações de apatia e inércia.

A interação energética que caracteriza tudo o que nos rodeia (da mais pequena partícula ao maior dos objetos), possibilita a condução de sinergias aplicadas no apoio ao bem-estar geral e às nossas capacidades físicas e mentais, contribuindo para o equilíbrio nas relações pessoais, familiares, sociais e profissionais.

Mas… Como é possível a conquista de harmonia estrutural e decorativa se, numa família, cada um tem diferentes gostos e sensibilidades?!... Essa é uma questão bem mais interessante do que se julga, e um “problema” cujas consequências podem trazer relevantes benefícios.

Não obstante as diferenças que nos tornam únicos, é enriquecedora a pesquisa de interesses comuns e pontos de encontro. Sempre existem elos de convergência… Só é necessária disponibilidade para os encontrar.

Daquelas decisões conjuntas resulta uma aprendizagem de união e partilha que, de alguma forma, acaba por repercutir a favor de novas atitudes de concertação e cedência construtiva.




Do livro: "A Casa Nossa de Cada Dia"
Paulo Louzeiro



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